Comportamento

Campeonato de fisioculturismo lota teatro da Unip de corpos sarados

Não são os corpos ultra sarados nem os biquínis brilhantes de lamê que chamam a atenção dos desavisados ao entrarem no camarim de uma competição de fisiculturismo. Mas sim, o cheiro da tinta usada para bronzear os corpos. Em uma sala especial, um profissional se encarrega de pintar do mesmo tom de marrom-alaranjado os peitorais dos competidores.

“É uma tinta especial importada, própria para concursos fitness”, ele explica. Minutos antes de entrarem no palco, os atletas levam duas “jatadas” do bronzeador. Três enormes ventiladores se encarregam de secar os corpos recém-pintados. Criaturas que juram que ainda ontem tinham a pele branca como neve, desfilam agora o bronze de quem passou uma semana no Nordeste.

O corredor estreito que dá para o palco é uma mistura de meninas ajeitando cabelo e maquiagem, gente secando o bronze no vento e treinadores comandando uma espécie de levantamento de peso pré-palco, com halteres. “É para inflar o músculo”, explica um deles. Em comum, todos têm a ansiedade. Afinal, o concurso, a segunda edição do Campeonato Estreantes de Fisiculturismo, é, como diz o nome, para novatos em competições de corpos sarados.

O evento, sediado no teatro da Unip na tarde deste sábado (15/4), é organizado pela Federação Brasiliense de Fisiculturismo e Musculação. “Representamos o DF, mas é uma organização que tem no mundo inteiro. É a mesma do Arnold Schwarzenegger”, explica a presidente da federação, Patrícia Fernandes. É lá, ao lado do ator, que esses estreantes querem chegar um dia.

Nesta edição, 80 atletas disputam o troféu de músculos mais definidos em 16 categorias. A ideia, segundo Patrícia, é que eles fiquem “mais seguros” em competições mais importantes, como o Campeonato Brasiliense, que acontece em junho e é “muito maior”, como diz a presidente.

Mandioca e clara de ovo
No palco, as competidoras que disputam a categoria “Biquíni”, na qual, segundo elas mesmas, competem meninas “mais magrinhas”, desfilam fazendo pose para a plateia e para os jurados. Estufam o peito, empinam o bumbum, exibem os músculos das costas, esculpidos na academia. O auditório do teatro da universidade está lotado e grita conforme as candidatas entram. “Olha o bundão lindo que ela está! É a bunda mais bonita!”, comenta a amiga e torcedora de uma das atletas.

A forma das meninas, vista apenas em musas de revistas, quase sempre exigiu algum tipo de esforço hercúleo para meros mortais, como dietas super restritivas e horas de malhação na academia. “Desde dezembro que eu não como nenhuma fruta”, revela Flávia Lourenço, de 33 anos, primeira a desfilar pela categoria “Biquíni”.

O cardápio da professora de pole dance há quatro meses é feito exclusivamente de três alimentos: claras de ovo, frango e mandioca. Inclusive nos cafés da manhã e da tarde. “Nessa última semana, os alimentos ainda foram preparados sem sal e sem óleo”, acrescenta. A rotina estava completa com três sessões de malhação por dia, “de domingo a domingo”: às 6h, à tarde e a terceira, à noite.

Felipe Menezes/Metrópoles

A estudante de nutrição Isabella Faria, de 23 anos, competia na mesma categoria. A diferença é que, ao contrário de Flávia, ela só decidiu entrar na briga na última semana, convencida por uma amiga que é fisiculturista há mais tempo. “Já sigo uma dieta ‘low carb’ (com baixa quantidade de carboidratos), então só apertei mais nos últimos dias”, diz. Os quadradinhos da barriga de Isabella também não têm folga de academia – ela diz que faz musculação “de segunda a segunda” desde 2011.

Carboidratos também são um luxo, ou um “off” – como se diz no mundo da dieta – na vida do atleta Gilson Eric, de 25 anos. Há um ano, quando decidiu treinar para competições de fisiculturismo, ele pesava quase 20kg a mais do que os 73kg que tem hoje. Para “secar”, passou a fazer duas horas diárias de exercícios aeróbicos, além de uma hora de musculação. Sem folgas. Além disso, adotou uma dieta pobre em carboidratos. “Na verdade, eu zerei”, diz.

Mas isso só até o final da competição. Aliviado, ele comenta que, como não vai competir em junho no Campeonato Brasiliense, deve se permitir “três ou quatro” dias de esbórnia alimentar na próxima semana. “Um ‘off’ limpo”, ele conta. Como assim limpo? “Com carboidratos bons, como arroz integral”. Gilson não comerá ovo de Páscoa este ano.

Veja as imagens do evento: 

 

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agosto 21st 2017, segunda-feira
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