O engenheiro civil Emyr Costa contou à Procuradoria-Geral da República (PGR) que ajudou a forjar um contrato para esconder que a Odebrecht havia executado a reforma do sítio frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia (SP). Responsável pela obra da propriedade rural, o ex-funcionário da empreiteira firmou acordo de delação premiada, conforme informações do G1.

Costa narrou também que adquiriu um cofre para guardar R$ 500 mil repassados, em dinheiro, pela construtora. O objetivo era executar a obra. O sítio está registrado em nome dos empresários Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios do filho do ex-presidente, Fábio Luis Lula da Silva. Mas os investigadores da Operação Lava Jato afirmam que há indícios de que a propriedade pertenceria ao petista. E mais: a escritura esconde apenas o nome do verdadeiro dono.

Em janeiro, a Polícia Federal pediu ao Ministério Público Federal (MPF) a extensão do prazo para conclusão do inquérito que apura o caso.

O Instituto Lula disse, por meio de nota, que “o sítio não é de propriedade do ex-presidente”. “Seus donos já provaram tanto a propriedade quanto a origem lícita dos recursos que utilizaram na compra do sítio”, defende-se.

Emyr Costa (que atuava como engenheiro da Odebrecht Ambiental) relata que utilizou a verba para pagar, toda semana, a equipe de engenheiros e operários, além dos materiais de construção para a reforma do sítio. O engenheiro detalhou a obra em depoimento de delação premiada com o MPF. Ele é um dos 78 executivos e ex-dirigentes da Odebrecht que firmaram acordo com a PGR, para contar irregularidades cometidas pela empreiteira em troca de eventual redução de pena.

 

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