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Economia

S&P eleva rating da Suzano; Moody's e Fitch mantém nota

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor’s elevou o rating em escala global da Suzano de BB+ para BBB- e reafirmou a nota em escala nacional em brAAA, após o anúncio da fusão com a Fibria. A perspectiva da empresa foi alterada de positiva para estável. Já o rating em escala global da Fibria foi reafirmado em BBB- e a perspectiva permanece estável. Já a Fitch e Moody’s mantiveram as notas da companhia.

A elevação da nota da Suzano reflete, segundo nota divulgada pela S&P, a visão da agência de que a empresa está “empenhada em conter sua alavancagem dentro dos limites de sua política financeira”.

Para a S&P, a transação feita pelas duas empresas “não fará com que a Suzano se desvie de seus padrões de alavancagem, dado o histórico da empresa”. Além disso, a agência acredita que a compra da Fibria fortalecerá a posição de negócios da Suzano, “então achamos que é positivo para o crédito”. No entanto, a S&P pondera que, caso a transação não seja viável, a nota da Suzano permanecerá em BBB-”.

Já a Moody’s reafirmou a nota de crédito da Suzano em Ba1 e manteve sua perspectiva negativa para o rating. Em nota, a agência explicou que o rating da Suzano reflete o fato de a companhia ser “beneficiada por um nível elevado de integração com autossuficiência em fibras de madeira e energia”. A agência ressalta em sua justificativa também a proximidade das fábricas da empresa a florestas próprias e portos e a localização das fábricas.

“Além disso, sua diversidade em relação à celulose e papel se traduz em exposição a diferentes dinâmicas de mercado e contribui para fortalecer as margens operacionais mesmo em períodos de menor crescimento na indústria de papel do Brasil”, escreve a agência.

Entre os obstáculos à evolução do rating da Suzano, a Moody’s, elenca a “natureza volátil” da indústria de celulose e a possibilidade de um enfraquecimento da economia brasileira. “A perspectiva negativa reflete o aumento dos níveis de dívida que a Suzano registrará na aquisição e os riscos de execução que envolvem uma combinação de negócios de tal magnitude”, diz o texto.

A Fitch também reafirmou o rating de longo prazo e em moeda estrangeira da Suzano em BBB-, com perspectiva estável, e alterou a perspectiva de positiva para estável da nota BBB- da Fibria. Em comunicado, a agência informa que “a excelente posição comercial como um produtor de celulose de mercado de baixo custo e sua capacidade de diluir custos fixos reforçarão ainda mais a capacidade da empresa” na geração de um fluxo de caixa forte durante as baixas de preços cíclicas.

Além disso, a Fitch aponta que “as classificações incorporam um aumento esperado na alavancagem líquida para a empresa combinada para 3,6x” neste ano. A agência projeta que a alavancagem líquida irá cair para 3,1x em 2019 e para 2,5x em 2020.

“Melhores preços de celulose, novo volume de vendas da fábrica Horizonte II, uma estrutura de custos mais competitiva e sinergias importantes irão contribuir para a geração de caixa forte e irão dar apoio ao grau de investimento da empresa combinada”, afirma a agência.

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