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Música

Família Veloso leva inéditas e clássicos à Concha Acústica neste sábado

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Chico Castro Jr.

Zeca, Tom, Moreno e o pai, o “menos famoso” do quarteto
Jorge Bispo | Divulgação

Tranquilamente um dos shows mais concorridos desta temporada de verão, Caetano, Moreno, Zeca e Tom Veloso deverão lotar a Concha Acústica do Teatro Castro Alves neste sábado, 13, com sua elogiada apresentação familiar em conjunto.

Na estrada desde outubro, os quatro chegam a Salvador depois de estrearem no Rio de Janeiro e passarem por São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Fortaleza. No repertório, canções inéditas (inclusive dos meninos) e os clássicos do paizão.

Em março, o show vira CD e DVD ao vivo – inclusive, o primeiro single já saiu: Todo Homem, composição de Zeca cantada em glorioso falsete, coisa de deixar os Bee Gees verdes de inveja.

“Acho que Prince nos primeiros discos me influenciou. Talvez cantoras e cantores que cantam agudo, mas não em falsete, do soul, R&B e disco music também”, conta Zeca, em exclusiva por email.

É de se imaginar a reação de Caetano, Moreno e Tom quando Zeca lhes mostrou essa canção, mas este garante que não houve assim, uma surpresa.

“Não acho que se surpreenderam, na verdade o falsete vem também deles. Em Sertão, linda parceria de Moreno com meu pai, gravada no primeiro disco da banda +2, que Moreno faz parte, ele canta em falsete. O disco é do ano 2000”, lembra.

“Ouvia muito o disco e assisti ao show quando criança. Meu pai no disco Zii e Zie (2009) canta em falsete. E Tom pode não mostrar muito no show, mas tem um falsete belo”, conta.

Em todo caso, o jovem músico deu um drible quando perguntado se não pesou a responsabilidade de representar a família no novo projeto: “Eu fiquei feliz. Gosto da música e tenho prazer em mostrá-la”, resumiu Zeca.

Para Cézar e as mães

Filho do meio, Zeca é o único dos três irmãos Veloso que não tem uma banda – lembrando que Moreno integra a +2 (com Alexandre Kassin e Domenico Lancelotti) e Tom toca violão na banda carioca Dônica.

No texto de divulgação do show, Caetano conta que “Zeca, depois de passar parte da adolescência experimentando com música eletrônica, começou a compor solitariamente”. Eventualmente, desencanou da música.

Até que: “Justo quando achava que não havia para si mesmo um caminho nessa atividade, compôs um grupo de canções comoventes. Ao ouvir uma delas, Djavan exigiu que ele a mostrasse em público. Ele resistiu, mas nesse show finalmente obedece a Djavan”, relata o pai.

O show em conjunto com Caetano e os irmãos, Zeca conta, o pegou meio de surpresa: “Meu pai me disse, no início do ano passado, ter vontade de fazer esse show. Quando ouvi, resisti. Não pensava em trabalhar com música dessa maneira e nesse momento. Não estava preparado, ainda não estou. Não sou músico habilidoso”, afirma o rapaz.

“Tinha uma base musical e aprimorei fazendo o show, mas ainda não tenho nível profissional. Depois da proposta, pensei durante um tempo e decidi topar. Foi uma boa escolha, tem sido uma enorme alegria”, conta, Zeca.

Dedicado à memória de Dona Canô, à Dedé Gadelha (mãe de Moreno) e Paula Lavigne (mãe de Zeca e Tom), além do violonista – e mestre de Tom – Cezar Mendes, o show teve o repertório selecionado pelos quatro membros da banda.

“O processo foi bem democrático, mas meu pai liderava. Logo no início, começamos a usar como base um setlist em seu computador, atualizado manualmente por ele. Todos nós pedíamos e sugeríamos coisas, mas ele guiava. Ele é o mais capaz de dirigir um show e pensar um repertório, funcionou assim”, relata Zeca.

“Tivemos pouco tempo para preparar tudo, esse método ajudou a organizar e ganhar tempo. Acho que não poderiam faltar músicas dedicadas às nossas mães, como Não Me Arrependo e Ela e Eu, Um só Lugar (parceria de Tom com Cezar Mendes, o grande homenageado desse show). E certas músicas de cada um de nós filhos, como Clarão, música inédita de Tom, Todo Homem, que é minha, e Um Canto de Afoxé Para o Bloco do Ilê, primeira parceira de Moreno com meu pai. O show também tem as muito conhecidas Leãozinho, Oração ao Tempo, Gente, Alegria Alegria e outras”, conclui Zeca.

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